sábado, 20 de maio de 2017

Ventania



Chegou a ventania
Com ela minha paralisia
Que questiono todo dia.

Vejo as estrelas no céu tão diminuídas
Seria eu, na verdade um grão de pó?
Uma formiguinha construindo minha fortaleza
Com cada pedacinho de terra
Mas, ela não é deveras eterna.

Quão patifes somos por pensar na eternidade
Somos puramente iguais na realidade
Cão, gato, porco e papagaio
Morremos da mesma forma
Vivemos no mesmo aquário.

Nossos pais e nossas fraquezas
Herdados por pura natureza
A evolução não trata da certeza
E sim da incerteza.

Foi embora a ventania
Fecho meus olhos e viajo
Para o futuro, presente ou passado.

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