segunda-feira, 16 de maio de 2016

Xeque-Mate

Eu fico aos berros quando devia me calar
Mas a voz da razão não me deixa escutar
Cada bebida vai pouco a pouco me consumir
Se for capaz de falar a verdade pra que mentir?
Eu vou mesmo é me explodir
Em cada esquina vou me esquecer
Mas você se puder não se esqueça de mim.

Eu fico calada quando devia berrar
Eu fico na madrugada na chuva quando devia me secar
O fogo na alma e as aparências que me enganam
Não sou nenhum pouco capaz de julgar
Não me arrependo nenhum pouco meu amor
Pois no final todos ficaremos caretas
Seja você o ultimo, saia daqui e não me aborreça.

A luz do poste ilumina minha embriaguez
Cara lavada me diz que talvez
Esteja errada, mas agora prefiro sentir.
O que uma vez nunca fiz questão
Minha existência uma decepção
Fica agora a minha angustia e minha fúria.

Não me arrependo não
Pois aqui ficaram apenas meus ossos pelo chão
Você ri, mas sabe que tenho razão.

Enganei-me uma vez, mas agora não faço questão.

Já sorri, já chorei.
Mas agora prefiro correr e ruir
Em meio ao meu chafariz de lágrimas
Onde ali minha alma repousa
Seja nos versos e nas palavras
Vou dormir onde as estrelas estiverem
Sentir o que me acontece
Minha loucura já está sensata demais
Ansiedade que não me deixa em paz
Vou fechar meus olhos e descansar em paz
Pois em cada pessoa fica a história
As batalhas e as derrotas
A rainha e o rei de copas
Xeque-mate o rei vai se ao chão
Sem cavalo ou torre
O jogo acabou meu irmão.

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