segunda-feira, 23 de maio de 2016

Alarme

Estou perdido dentro de minha mente
Escuto apenas ecos, parece uma cachoeira deslizando.
Não parece ter tempo tudo aqui congelou
Tento correr em direção a saída e logo viro pó
Estou em meu próprio mundo que não posso controlar
Inseguro eu vejo meu corpo morto que se decompõe
Meus olhos choram sem nenhuma lágrima escorrer
Meu grito sai o tão alto que não se pode escutar
Estou morta sou morada em meu próprio fantasma
Que embriagado sobre o cheiro da morte se desgraça
Minha melancolia constante e amarga
Uma tortura tão lenta que me afaga me mata duas vezes
De corpo e alma o que quero é apenas não existir mais

A porta de saída está fechada e o alarme não soou.





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