sexta-feira, 24 de julho de 2015

Poltergeist


Estou perdido dentro de minha mente
escuto apenas ecos, parece uma cachoeira deslizando
não parece ter tempo tudo aqui congelou
tento correr em direção a saída e logo viro pó
estou em meu próprio mundo que não posso controlar
inseguro vejo meu corpo morto que se decompõe
meus olhos choram sem nenhuma lágrima escorrer
meu grito sai o tão alto que não se pode escutar
estou morta sou morada em meu próprio fantasma
que embriagado sobre o cheiro da morte se desgraça
minha melancolia constante e amarga
uma tortura tão lenta que me afaga, me mata duas vezes
de corpo e alma o que quero é apenas não existir mais
a porta de saída está fechada e o alarme não soou
a morte nem mesmo me levou
agora vivo, mesmo morto querendo morrer
minha existência inexistente apenas me faz sofrer
quantas vezes basta para mim compreender
meu próprio inferno, submundo é  ver meu corpo sumindo 
junto com ele minha humanidade também se esvai
consumo meu ultimo pingo de sanidade
agora não passo apenas de um
poltergeist.

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