terça-feira, 21 de julho de 2015

Corvejar



Os corvos estão vindo
Em meio a noite densa
A meia noite
Já anunciam.

O corvejar
Que se escuta já distante
Asas negras que batem sem parar.

Na escuridão
Entre zumbis e lobisomens
Corvos gritam meu nome.

Voam entre a tenebrosidade
Parecem bailar entre as trevas
Seu véu negro não nega.

O doce chamado da morte me chama
O corvejar nunca me engana
O blecaute em pleno luar
Os corvos mandados para me buscar
Voarei distante em meio ao apagão
Agora nado em meio a lava do tártaro.






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