segunda-feira, 9 de março de 2015

Fiasco

Meus sonhos já nascem abortados
Cada palavra é um problemático fiasco.
 
Meu perfume que simplesmente mente
Meu doce aroma não passa de uísque barato
Comprado com aqueles trocados na loja ao lado
Na calçada ficam as dores e meus lamentos, que lamento
 
Meu choro, apenas minha máscara e minha vergonha
Esses meus sonhos tão jovens mal nascem e já falecem
Minhas palavras frágeis que se quebram facilmente
Meu olhar sincero que não cumpre as próprias promessas
Essa felicidade crua que mesmo em fogo ardente permanece congelada
Meus sonhos que tanto presidi agora se esvaem junto a minha lágrima salgada.
 
Agora como ficam minhas recordações?
Meus quadros pintados que não passam de rabiscos
Tudo o que um dia gostei queima e fica em cinzas
Sou meu próprio fantasma do passado
Meus sonhos verdadeiros fiascos congelados
Meus sonhos são os sonhos que foram abortados.

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