quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Tempestade de sangue


 Tempestade de sangue
 Sinta o suspiro
 Do sangue entre pulmões
 Da faca fincada, da raiva
 Verme que espera depois da chacina
 Uma conclusão mórbida de carnificina.
 Olhos que vêem o anjo da morte
 Assassino
 Que por entre seus sonhos
 Fez dos fracassos suas decepções.

 Vá para a tumba corpo sem vida
 Zumbi das criptas egípcias
 Sobe ao céu de mentira
 E diga que a tempestade se aproxima.

 Carrega a saudade e a imagem
 Até o Drácula recusa seu sangue
 Algo no encéfalo lhe agrada
 Impulsionada corta-se em pedaços
 Executa desintegração em um morto hipocondríaco.

Seu corpo se enche de vermes

E por fim o agrada vendo-os roê-lo.

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