segunda-feira, 11 de junho de 2012

Esconder

  Eu penso em diversas coisas
 Mas nada faz com que eu pense em mim
 Meu espelho mostra faces mentirosas
 O que falo se mascará junto às dores
 E o sangue que escorre esconde bem
 Pois não serei caso de próprio julgamento
 Eu não pertenço nem a mim mesmo
 Quem sou eu para falar de alguém
 Pois se meus olhos embaçam só posso chorar
 Não sou minha, mas caminho com minhas pernas
 Não vejo a hora de me levarem embora daqui
 Meu corpo de porcelana vai se quebrar logo mais
 Nem cola, nem costura e nem uma nova vida me trás de volta

 Pois nunca fui minha só um passado de velhas histórias.



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