sábado, 21 de abril de 2012

Verme


Sinto vidro cortado minha face
Vermes comendo minha carne
Coração parado, desgastado
Um copo de conhaque e um cigarro
Morte ou sonho, algo que me aguarde.

Não me importo com a sujeira em meus pés
Sou a própria sujeira, estou virando pó
Estou pouco a pouco caindo ao chão.

Olhe em sua volta há tanta gente morrendo
E uma nova vida está prestes a nascer
Ninguém se importa com o tempo.

Mas quando não se sabe quem você é
E quando o que você é está preste a sumir
Junto aos restos de suas memórias e sonhos
Juntarei-me aos vermes serei seu alimento

Serei o rei dos vermes e comerei sua carne…

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