quinta-feira, 19 de abril de 2012

Dor


Cicatrizes mascaram as dores
Mas as feridas continuam abertas
E a cada nova faz com que aumente
Insuportável, acho que seria melhor
Arrancar meus olhos para não ver
Pois quando fecho meus olhos
As lágrimas escorrem em meu rosto
Assim posso esconder minha fraqueza

No espelho posso ver o que sou
Então eu prefiro quebrá-lo
Transformando o que sou em pedaços
Pedaços tão distantes da realidade
Quando a dor invade seu refugio
Despedaçando sua maldita esperança
Você prefere fugir deixando a dor para trás
Não se pode esquecer aquilo que se respira
Não se pode matar aquilo que vive dentro de você

Ilusões viventes de uma realidade monstruosa
Sangue escorre dentro dos esgotos de uma cidade em pedaços
Alma que caminha rumo a morte de um coração que morre aos poucos
Curativos que um dia acaba e feridas que aumentam muito mais
Dor qual será seu verdadeiro nome? Eu me escondo e me detenho

Dor que faz em pedaços a vida de um condenado mortal.

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