sexta-feira, 6 de abril de 2012

Cegueira


Mãos que tocam tudo
tudo o que os olhos veem
apesar dos olhos não verem
há alguma coisa que vê bem

Agonia mortal
corte que vai se abrindo
faca que entra em seu lar
guardada parada sem ser descartada

Olhos que tanto choram
sem olhar
sem se molhar
sem existir
a exitar

Nada de pensamentos
todos foram escondidos
como um bandido que tudo rouba
roubo de uma identidade já esquecida
e que agora baila em cegueira de sangue e lágrimas.

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