quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Caos

Enchendo os pulmões de ar

Pouco a pouco…

Sentindo subir o oxigênio

E inspirar lentamente…



Tudo aquilo que julgamos imperfeito

Sem saber tudo aquilo que não sabemos

Toda imperfeição que achamos é o nosso tédio



Olhe bem para o céu e me diga o que vê

O azul pode ser muito bem o vermelho de alguém

Encontrando por ocasião um amor que se perdeu

Na imensidão, as galáxias buraco negro que engoliu



O mar que transborda e gelo que derrete

Encantamos-nos com tão pouco, mas nada nos impede

O fogo quando descobrimos foi o caos a caminho



Somos nós aqui nesse planeta

Somos milhares de estrelas

Mas mesmo assim nos fechamos

Fingimos que nada encontramos

E na mente não somos nada



Ar que se esvai de dentro de nós

É a vida que vivemos sem dó

O caos são nossos braços

Nossas pernas e nosso coração

Não há oração que faço nos perdoar

Desde que nascemos deveríamos nos matar.

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