sábado, 17 de dezembro de 2011

Borboletas

Procuro-me dentro de minha alma

Ainda não sei o que realmente sou

Meus desejos caminham dentro da escuridão

Sigo a canção de lamentos sem olhar para traz

As marcas dos meus pés desaparecem facilmente

Meu caminho é essa necessidade imbecil

Querendo saber se talvez pudesse ser mais fácil

Sem mim aqui no silencio da minha alma vazia

Sinto os espinhos cravados em meus pés

O sangue que escorre talvez seja curador

Nesse lugar que fico deitada vendo meu mundo cair

Borboletas que morrem todo dia sabendo voar

Eu fico presa dentro deste maldito casulo

Preciso me aceitar para poder sentir

Preciso abrir os olhos para enxergar

Precisamos de um simples motivo para crer

Mas estamos tão sozinhos em nossa casa

Sem nos aproximar das respostas ficamos loucos

Agora mesmo vivemos sem saber se é real

O futuro, o que eu tenho a esperar?

Se eu fico em agonia por estar trancada dentro de mim

Veja há um racho no casulo, mas ainda não estou pronta para ir

Tenho que viver mais um pouco antes de chegar o dia de voar

Na liberdade minha alma irá para longe e desaparecerá

Somos como borboletas e um dia nunca voltaremos.

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