domingo, 16 de outubro de 2011

Crianças

A chuva que cai hoje já não a mesma de antes
é como uma tempestade que cai em mim
e a alegria que eu tinha antes agora parece sumir
agora procuro os pedaços tentando junta-los


caindo a leve chuva me afoga
nas lembranças invisiveis
agora está sumindo
o tempo está mudando
mas por dentro
continuo uma simples lembrança

Não lembro do seu nome
não posso falar com estranhos
foi o que sempre me disseram

Foi a mentira que mato os gigantes
e o tal do João continua escondido
com toda riqueza roubada da fonte
o pé de feijão foi cortado e as verdades sumiram

Não lembro do seu nome
não posso falar com estranhos
foi o que sempre me disseram

Chega uma hora na vida
que temos que esconder o jogo
fomos apenas crianças que agora cresceram
e uma simples historia não nos agrada mais
fique quieto e escute a chuva cair devagar
muito muito tempo e nada deixaremos para trás

Não lembro do seu nome
não posso falar com estranhos
foi o que sempre me disseram
quando eu era criança
quando eu era criança
o gigante descança em paz.

Nenhum comentário: