domingo, 11 de setembro de 2011

Oceano

Me encontrando
presa em uma parede
ela está desmoronando
ao meu lado ficam minhas memorias mortas
eu cavo fundo para me esconder, mas do que?

roendo as unhas
sinto como se estivesse sendo perseguida
eu nunca exergo nada e nem mesmo a felicidade
de milhares de risas pelo ar
que se afastam rapidamente...


Eu que fui forte demais agora cai
me vejo em uma forte onda que me empurra
me afogo e calmamente vou me afastando de tudo
para longe...
para o fundo esquecida por mim mesmo
o mar agora é meu lar, já não tenho mais cor nem gosto
sou parte de um igual onde todos estão marchando
e por fim sou eu quem irei aplaudir minha própria desgraça.

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