quarta-feira, 21 de setembro de 2011

contexto

Sei que as minhas palavras são poucas
e nem mesmo sei se minha ausência fará falta
pois sempre que fecho os olhos e abro novamente todos já se foram
eu não sei porque e me pergunto onde está e porque sempre foge de mim
sinto uma falta de algo que nem mesmo me convem
eu sofro em silencio deixando com que minhas lágrimas banhem meu corpo
me escondo do resto do mundo e quem eu quero está longe
tão distante e tão perto o que quero não me convém
mas eu quero apenas sentir o sol beijar levemente o meu rosto
voltar lá para dentro e sentir o mais terrível desgosto
pois me condenam por algo que não fiz e nem mesmo faço
eu durmo e comigo vai minha sentença de morte
eu não deixo com que sonhe pois assim sonhará comigo
assim como as palavras que escrevo não me soam bem
a tempestade que se aproxima é bem menor do que parece
ousa o vento nem mesmo soa e agora minha aniquilação sempre me persegue
não esquece não esquece das palavras tão bestas que lhe disseram
o sonho pode castigar aqueles que não o alcançam
e causar o que não consigo premeditar aqueles que o tem de mão beijada
deixo o meu pescoço livre para minha sentença e que minha cabeça seja esposta
ao meu que veja meu olhar assombroso e que com ele sinta o sabor da ignorância
eu não senti e nem vi como é ter uma infância
agora me submeto a palavras que não compreendo
terminando assim sem contexto.

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