domingo, 8 de maio de 2011

Maçãs

As maçãs de uma macieira nova estão apodrecidas
As pessoas dessa sociedade estão todas esquecidas
O lixo do nosso próprio pensamento sendo varrido nas ruas
Qualquer delito coberto pela mediocridade deixando a insensatez crua.

Jogaram nossas cabeças em um compartimento seguro e jogaram a chave fora
Deixaram nossas vidas cobertas pelo nosso próprio sangue que está fervendo
Contaram-nos pecaminosas mentiras que nos levaram ao um universo mútuo de desespero

Somos a mesma coisa que a todos, seguimos o mesmo ritmo paralítico
A dor parece ser pouco porque somos destruídos pelo tempo e o pó é varrido para debaixo do tapete

Intercepte-me e me faça várias perguntas, responderei em um dialeto claro e controlado
Um chip é reposto é minha mente cheia de informações que vagam pelas ondas cerebrais
Eu sou o controle, sou controlado e domesticado, eu sou o homem dessa sociedade
Levado para um nada contingente com o tudo que acontece pelo mundo desgovernado

Eu peço que parem com a alienação descontrolada e nos deixe livres para viver
Deixe com que a gente ensine o mundo e o mundo ensine ao universo que somos únicos
Maçãs únicas a crescer em uma macieira apodrecida tentando sobreviver.


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