domingo, 29 de maio de 2011

fruto proibido

Me mate como um animal sujo
Mas me deixe gritar o desespero me faz melhor
No meu sangue você verá seu reflexo

Enterre-me em um cemitério que você mesmo preparou
Cubra meu corpo com a terra preta, molhada
Deixe com que meu sangue se misture a ela;
Que eu me sinta acolhida nesta terra...

Em um lugar tão solitário meu corpo dorme
Mais uma planta vai nascer e crescer
Uma árvore, suas raízes passam pelo meu corpo
Alimenta-se de minha alma e suga minha ultima gota de sangue
Meu corpo apodrece e se torna um fruto proibido
A cobra me escolhe, a mulher dá e o homem engole.

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