quarta-feira, 6 de abril de 2011

Cobras de batinas

Vão se arrastando como corpos mortos
como um corvo cristão batizado
seguindo o caminho para o paraíso...
amargo mais doce que o mel
o mundo virado em um escarcéu.

Em suas batinas sujas de pecados
partem o pão e dividem o vinho da luxúria
me deixando com a mais triste amargura

Jogam-me as cobras e me condenam
digo-lhes a verdade, que não se ofendam
segundo aqueles que vieram de longe
fazemos para nós mesmos e quem ama faz por natureza
não acredite nas mentiras e sim na mais pura beleza.

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