segunda-feira, 22 de março de 2010

Homem que apenas vê

O que meus olhos não vêem
Meu coração não sente
Mas quanto mais me machuco pareço inocente
Céu e terra a sorrir contentes

Som do coração que me aflora
Me traga o segredo de uma historia
Ainda sem meio e terminado apenas pela preguiça
De um sujeito indignado com a vida

Sorriso amargo que com ele traz
Plantando meia tonelada de palavras
Que nada dizem simplesmente são rimadas
Pela mão fumegante do homem que trabalha

Que mundo meus olhos vêem
Que delírio que meu coração sente
Se o homem que planta palavras nada escreve
Quem lê nada vê nas suas paginas em branco
Mestre que planta com seu cajado santo

São bestas palavras abreviadas
Que faz com castigo a miséria de abrigo
Nada alem de letras deformadas
Pelo coração que só vê e não escreve nada.

Um comentário:

Andy Freitas disse...

Nossa! fiquei arrepiado com essa.