quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Será que temos sorte?

Andei sobre uma dor muito decaída
Senti quem sabe uma ferida tão funda e doída
Não caiu mais em velhos truques
Não estou a fim de abaixar o volume
Quem pouco ouve se sucumbe

Vejo sempre as mesmas coisas
Pessoas não mentem quando estão malucas
Ou será que sim?
Será o fim?
Afinal o que será de mim?

Perguntas sem respostas
Não a saída
É mais um fim de linha
Sinais vermelhos
Não há carros
Só um velho esqueleto

É o fim?
O que eu fiz?
Eu mesmo que quis

Afinal o final esta na morte
E o começo? Eu que lhe pergunto
Somos capazes ou inúteis?
Saberemos quando entrarmos a sorte
A morte banhada em sorte
Não temos sorte
Apenas vivemos para enfim encontrarmos a morte.

Um comentário:

Andy Freitas disse...
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