sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

A rede

Sempre fico em casa
Olhando para as paredes
Talvez encontre algo que tenha graça

Olhando no espelho
Falando comigo mesmo
Como se fosse minha própria assombração

Risco o chão
Desenho o que eu queria
Não sei se é bom o bastante
Mas talvez seja o necessário
É difícil ter idéias brilhantes em meio ao caos humanitário

Deito na cama
Olho pro teto
Um risco torto porem reto
Minha vida é algo que ainda não é concreto

Eu não sei mais sei o que serei
Pelo menos diferente de todos os seres
Um pouco mais doente obcecada pela vida
Tão pouco dura minha alegria
Mais a vida é o que nos ensina
Somos fortes ou fracos é a doutrina

Um dia um soldado foi à guerra
Lutando contra um dos seus hebreus e judeus
Assim como eu luto com um sonho meu

Manter-me acordada com a TV passando nada
A regra afinal está distinta
Intoxicada com a minha alegria
Eu vivo numa constante rede
A rede da vida da morte e da agonia.

Um comentário:

Andy Freitas disse...

O seu talento é magnífico! Obrigado por nos presentear com essas jóias em forma de texto!