domingo, 3 de janeiro de 2010

Ex-controlador

Cansada de ser mais um boneca, um fantoche
Controlada pelo monstro que não deixa rastros
Encara com o ódio provocador
Não sinto nada só choro e vejo lágrimas
Nada de sonhar nem de falar
Afinal é mais fácil ouvir ou se arrepender
Seguir pela estrada vazia sem beira
Constrói algo incrível
Mais nada mudou na sua vida vazia e melancólica
Não vejo o reconhecimento
E nem a dor de um choque lento
Bobagem bobissa todas em mantimentos
Sangue unha e carne num só reconhecimento
Nem mentiras ou pragas antepassadas
Nem o ódio maldito que o seguia
Só o controlamento dessa mente incrivelmente vazia
Sem poderes mágicos somente a dor e as palavras de um sarcástico
E agora fica pobre e amaciado pela vez que foi controlado
Só a de dor quando se sente o próprio veneno
Que nas veias corre e sua morte é o esquecimento
Do ser que um dia foi
Grande e maldito
Mais só controlou aquilo que dizia
Pois com ele foi e engoliu suas mentiras

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