quarta-feira, 4 de novembro de 2009

A voz do coração

Escuto uma voz que aclama
Sinto a insônia cobrir meus olhos
Na madrugada onde não sei o que fazer
O que queres de mim oh voz?

Se me prendes em poucos minutos
Simulando a existência de corpos mortos
Onde me guiará oh voz de exatidão?

Se me cumprires a promessa
Mais fácil será ser modesta
Em partes de vários grãos
Esquecendo do meu coração

Escrevendo com meus dedos leigos
A margem de um curto desespero
Ouviste minha voz em lamento
Mais nada fizeste no momento

O trauma me aflige
Mas nada será se não sabes ouvir
A voz era meu coração querendo dizer
Não fujas e enfrente com prazer.

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