sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Serpentes do senado

O que se faz quando não há segurança?
A dor nos olhos de uma criança
Serpentes no maldito senado
Não sou de ficar calado

Se a mim acontece tudo
Ainda mais ao vadio e vagabundo
Que conversam com as pedras
E dão o adeus a fumaça
As serpentes não fazem nada

E quem passa fome?
Com seu prato vazio
E a barriga mais perdida
Que cego em tiroteio
Sem o cheiro e a cor
A fome é muito pior que a dor

As serpentes com seus venenos que inoculam
Está na veia do Brasil
Não há vacina nem remédios
Para libertar essa gente do tédio
Serpentes são presas e encaixotadas
E algumas soltas sem fazer nada

Essa é a realidade de um país que se esqueceu da essência
Do mar, das flores e da crença
As serpentes só acabam com seus venenos inoculados.

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