segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Querer ser enorme

Sinto-me como alguém pequeno
Uma formiga no meio da enorme estrada
Sendo pisada e tratada como ninguém

Sentimento que ninguém sente
Sem a infância que sonhava
Só sonho com as mãos a sangrar
Em um dia trabalhar sem apanhar

Desenho no chão a chave de uma liberdade
Voou com os pássaros que cantam
Faço poesia com o som do chicote que bate sobre as minhas costas
A vida sofrida de quem sonhou em ser enorme
Não vejo nenhum centavo, pois as verdinhas estão no cofre

Querer ser tão enorme pra não sentir e apenas ver
Quais as armas usadas no plano que domina a mim e a você?
Infância destruída só a ver paredes cinza onde imagina o azul
Onde poderia correr deixar os pés livres
Não sofrer e deixar a dor queimar
Desculpe-me quero ser enorme, pois os seres pequenos sofrem.

Nenhum comentário: