sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Quatorze anos

Quatorze anos esperando
Não pode mais demorar
Janela, praia dói mais ainda no altar.

Todas as cartas foram espalhas
E o sentimento de medo sobre o terno ficou
O vestido rasgado não se desmanchou.

Marcado pela memória
Aconteceu há anos e continua a esperar
Passaram-se quatorze anos
Nada há de mudar.

As canetas continuam de pé
O buque está mofo
Esses anos eternos
Enterrei os quatorze anos no cemitério.

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