sábado, 24 de outubro de 2009

Escolhas

Achei o culpado de eu ser assim tão mal educada
Uma espada me corta arrancando o meu suor
Vida com vários nós e alguns já viraram pó
Vicio é só a ponta dos problemas sem solução,
Cúmplice de mentiras fatos e artefatos
Conte a mim um segredo que eu juro que guardo.

A esquina amarela ficou cinza
A vida tão bela em ruínas
Estou perplexa e inadequada
Querem minha cabeça mesmo não contendo nada.

Mas que mentira suja!
Suja como quem vive na rua
A negação já enterrada em um caixão
E a escala decaída quase no zero
O que posso fazer se é você quem eu quero.

A rua brilhante asfalto grudento
Um barulho de tiro uma marca de sangue
Corpo jogado na esquina
Eu vi como tudo aconteceu
Vi a morte lenta se aproximando
Ouvi seu berro e vi sua cara feia.

Agora sei que tudo é opção
Estamos certos ou quem tem a razão?
Se tudo cabe na palma da mão
Não precisa de instrução
Quem vive, vive há de morrer quem já viveu em vão.

Nenhum comentário: